A descoberta de Henrique para sua organização financeira

Conheça a história do Henrique e veja como ter total controle da sua organização financeira utilizando o Fluxo de Caixa!

Henrique era um garoto esperto e cheio de planos, mas tinha dificuldade em realizá-los por causa da sua falta de organização financeira.

Tudo começou quando insistiu em comprar um celular a prazo antes de juntar o valor total e comprar à vista. Como ele recebia uma mesada do pai e alguns trocados da sua mãe a cada semana, combinou com o pai que seriam descontadas parcelas da sua mesada durante alguns meses e ainda sobraria um pouco para colocar créditos no celular novo.

Faltou dinheiro para pagar a conta

O problema é que Henrique não considerou essa dívida e manteve seu velho hábito de comprar sorvete fiado para pagar no final do mês. Ainda assim, ele poderia ter usado o trocado que recebia da mãe semanalmente, mas preferiu gastar comprando figurinhas e guloseimas e manter o pendura na sorveteria.

Quando chegou o dia de pagar o sorveteiro, não tinha o suficiente e teve que pedir um adiantamento ao seu pai, que não se opôs, mas cobrou uma pequena taxa de juros.

O acúmulo de dívidas ficou insustentável

Passado o susto, o menino continuou com a mesma rotina: sorvete fiado à vontade, figurinhas e guloseimas compradas com o trocado semanal e já pensava em colocar créditos no celular quando recebesse a próxima mesada.

Mas no final do mês não teve o que receber. Sua mesada estava toda comprometida com as parcelas que devia ao pai (referentes à compra do celular e ao adiantamento para pagar o pendura da sorveteria).

Henrique ficou desesperado! Não tinha dinheiro novamente para pagar o sorveteiro e ainda ficaria sem créditos no celular. Estava em pânico, pois sua dívida aumentava a cada mês e estava totalmente fora de controle. Desse jeito seu pai ia acabar cortando a sua mesada.

Como sair do círculo vicioso da falta de dinheiro

Ao ser procurado de novo, o pai manteve a regra em relação ao parcelamento com juros, mas explicou para o menino que a única forma dele conseguir resolver esse caos financeiro seria planejar o que comprar, de acordo com a sua renda mensal, e anotar as datas em que as contas deveriam ser pagas.

– Se você tomou sorvete o mês inteiro e pendurou a conta, então não pode considerar que já está pago e esquecer de guardar dinheiro, filho! O valor que tem na sua carteira, só poderá ser gasto com figurinhas e guloseimas se você já tiver reservado o que vai precisar para pagar o sorveteiro. E se quiser colocar créditos, terá que guardar mais um pouquinho antes de começar a gastar com outras coisas.

Segredo para a organização financeira

Pai e filho fizeram uma planilha com as datas em que o menino recebia a mesada e os trocados da mãe e com as datas do pagamento das contas. Dessa forma o garoto percebeu que se parasse de gastar o trocado da semanada ou deixasse de fazer o pendura no sorveteiro, teria condições de pagar as dívidas e em breve seu dinheiro estaria disponível novamente.

– Puxa! Você que inventou isso, pai?

– Não, filho! – respondeu o pai, achando graça da ingenuidade do menino. – Essa forma de organização financeira já existe e é muito usada por empresários. É chamada de fluxo de caixa e serve para mostrar a realidade financeira das empresas, assim como mostrou a sua.

– Que legal! – respondeu o garoto, cheio de admiração.

Após alguns meses, Henrique não só conseguiu pagar as dívidas que tinha feito, como sentiu o sabor de ter o controle da situação. Ele era apenas uma criança, mas se sentia grande. Estava crescendo… não só em estatura, mas em entendimento.

A verdade sobre os problemas financeiros

Qual a raiz dos seus problemas financeiros? Entenda a verdade sobre eles e como resolvê-los com o fluxo de caixa!

Atualizado em 04/09/2018 – Você já ouviu alguém dizer que a grama do vizinho é mais verde? Quando nós olhamos para os nossos problemas financeiros, é comum pensarmos que eles são piores que os das outras pessoas e facilmente buscamos uma “boa” justificativa para nos mantemos em nossa zona de conforto.

 

O seu problema financeiro não está na economia do país

O mercado, a concorrência, os bancos, os juros, os devedores, a economia do país… Sempre se encontra uma justificativa externa para os problemas financeiros da empresa. E é verdade que muitos destes fatores dificultam a vida do empreendedor brasileiro, mas, quando se fala de empreendedorismo e finanças, tanto a causa quanto a solução, na maioria das vezes, estão dentro de casa.

Elimine as crenças limitantes

Faz parte da nossa cultura a resistência a assuntos de finanças. Aprendemos fórmulas prontas, mas não fomos ensinados a interpretar os números. Além disso, muitas pessoas tiveram crenças limitantes alimentadas durante a infância, como a ideia de que só se pode ter dinheiro quando se nasce em “berço de ouro”. Crenças herdadas que inibem suas ações e as impedem de crescer.

Então, quando a pessoa decide empreender, alimenta um sonho, faz acontecer, mas, muitas vezes, trava na gestão financeira. Entretanto, vale considerar que sempre há tempo para recomeçar, buscar novos conhecimentos e se permitir viver uma nova história, livrando-se dos “fantasmas da mente”.

 

Entenda os conceitos básicos de finanças

O primeiro passo para sair do vermelho é buscar conhecimento. É importante entender conceitos básicos de finanças como a diferença entre regime de caixa e regime de competência, lucro e liquidez, custo e despesas, pois serão úteis na hora de organizar as finanças da empresa.

No artigo “Terminologia da administração financeira” você encontrará esses e muitos outros conceitos financeiros básicos que o ajudarão em sua pesquisa.

Saiba identificar a raiz dos problemas financeiros

Aprender a interpretar os números do negócio é fundamental para entender como a sua operação funciona e o que você pode fazer para acabar com a perda de dinheiro. Para isso é preciso saber quanto entra e sai do caixa, quando e porquê. Além disso, é importante fazer uma previsão de entradas e saídas futuras, para evitar que falte dinheiro no caixa em dias de pagamento, e também para se preparar para situações de imprevistos.

Organize as finanças com um Fluxo de Caixa

Este controle financeiro pode parecer difícil se você pensar em “informações soltas”. Mas não recomendamos que você faça isso sem o auxílio de uma ferramenta apropriada. É preciso elaborar um Fluxo de Caixa, no qual você faça lançamentos diários das entradas e saídas de dinheiro no caixa, registre a sua previsão para os meses seguintes e possa extrair relatórios comparativos.

Analise o Fluxo de Caixa diariamente

Com a utilização diária de um Fluxo de Caixa você consegue ter uma visão geral das finanças da empresa e identificar a real causa da falta de dinheiro para pagar as contas do dia a dia. Além disso, você economiza tempo, reduz riscos, simplifica a gestão financeira e, no caso de um Fluxo de Caixa Online, você consegue tomar decisões com base nos números do negócio em tempo real.

 

O futuro da empresa depende das suas escolhas

O velho ditado só é válido enquanto você acredita nele. Porque tudo depende da forma como você enxerga a situação e das ações que você toma. A “grama mais verde” pode ser a sua, se regada adequadamente! Portanto, se você quer sair do buraco, reveja seus conceitos, descubra a verdade sobre seus problemas financeiros e recomece!

A importância do Fluxo de Caixa

Falta dinheiro para pagar as contas do dia a dia? Mude a situação do seu negócio com o fluxo de caixa!

A empresa está alcançando as metas de venda, a contabilidade informa que a operação está gerando lucro, mas frequentemente falta dinheiro para pagar as contas do dia a dia? Cuidado! Sua empresa pode estar quebrando por falta de um Fluxo de Caixa que mostre a verdade sobre a liquidez do seu negócio!

E se você olhar em volta vai perceber que essa é a realidade de grande parte dos empresários. Sabe por quê? Simples! O empresário brasileiro não recebeu educação financeira na escola e em seu lar. Em um país onde os professores aprenderam em um modelo velho (decorar fórmulas prontas) e precisam ensinar de modo novo (pensar e criar cenários), é natural que a gestão financeira seja encarada como um desafio para muitos.

Mas, diferente do que a maioria imagina, planejar, controlar, avaliar e entender os números do negócio não é algo tão difícil. Com a atualização diária de um Fluxo de Caixa bem elaborado é possível saber quanto entra e sai do caixa, de onde vem e para onde vai o dinheiro, quando e porquê. Além disso, o Fluxo de Caixa possibilita uma visão real da liquidez do negócio, a partir do comparativo entre o previsto e o realizado para cada conta e sub-conta gerencial das entradas e saídas, e com o Demonstrativo de Resultado (DRE) sabemos se a operação teve lucro ou prejuízo.

Essas são informações imprescindíveis para evitar cair na armadilha da “fábrica de dinheiro”, como: cheque especial, empréstimo, antecipação de recebíveis etc… e direcionar as decisões para evitar imprevistos no futuro. Sabendo o que aconteceu e o que provavelmente acontecerá, em relação às entradas e saídas de dinheiro, podem ser feitos ajustes durante o percurso, como, por exemplo, programar os pagamentos em datas próximas aos recebimentos, para garantir que terá o dinheiro disponível quando preciso, evitando gerar juros.

O fato é que, sem o devido controle, é muito comum que os empresários não saibam como o lucro e a liquidez se relacionam, como gerar recursos para o financiamento das suas operações e como determinar o capital de giro necessário. Acredite, faça de forma diferente e muito provavelmente você vai encontrar o caminho para reverter a situação e mudar a história do seu negócio.  

Aproveite a crise e reinvente o seu negócio

Apesar da crise econômica que assola o país, este não é o momento de esmorecer. Aproveite a crise!

Atualmente tenho visto muitos empresários desanimados com a crise econômica que assola o país, deixando-se levar pela falsa ideia de que, nessas condições, seus problemas financeiros não têm solução. Essas pessoas andam tão atordoadas com o cenário caótico em que estão inseridas que não conseguem ver que são elas as principais responsáveis pelo sucesso ou fracasso do seu negócio.

Este não é o momento de esmorecer! Todos nós comemos arroz, feijão, salada, usamos desodorante, papel higiênico, colocamos gasolina no carro ou pegamos ônibus, enfrentamos problemas em nosso dia a dia e continuamos vivendo. Por pior que seja a situação a enfrentar, no final das contas somos todos seres humanos, com sonhos, sentimentos e necessidades. A dificuldade faz parte da vida e não podemos jogar a toalha porque encontramos um obstáculo maior.

Se tiver uma pedra em seu caminho, que você não consegue remover nem escalar, dê a volta! Busque alternativas. Não caia na armadilha de ficar parado, esperando a situação mudar, pois o tempo vai passar e as oportunidades também. Não basta ter vontade de mudar, é preciso ter atitude. Temos que aprender a enfrentar nossos medos, pois o erro proporciona conhecimento e experiência.

Em negócios, o que pode ser o melhor para um, não é para o outro. É necessário entender que muitas vezes não há um produto, mercadoria ou serviço melhor do que o outro, mas o mais adequado em um determinado contexto. Isso vale também quando o assunto é qualidade. Tudo depende da necessidade do cliente, do momento e do local em que se está inserido.

Toda crise oferece oportunidades de desenvolvimento para aqueles que buscam inovar, por isso foque na diferenciação. Não basta fazer o certo, da maneira certa. É preciso ser diferente para fazer a diferença! Portanto, levante a cabeça e encare a crise! Organize sua empresa, planeje as mudanças e reinvente o seu negócio. Como disse Walt Disney, “todos os seus sonhos podem se tornar realidade, se você tem coragem para persegui-los”.

Crenças da infância x números do negócio

Entenda os números do negócio e não deixe que os nãos da sua infância o impeçam de dizer sim ao seu sonho.

Depois de enfrentar muitos desafios você conseguiu montar sua empresa, começou a sentir o gosto da realização do seu sonho, mas, de repente, passou a faltar dinheiro e o sonho tornou-se um pesadelo?

Essa é a realidade de muitos empresários brasileiros que não conhecem os números do negócio e ficam presos em crenças plantadas na infância, que os impedem de ultrapassar a barreira do desconhecido para levar adiante os seus sonhos.

 

Influência das crenças da infância no negócio

Isso aconteceu com Lucas, que desde cedo sonhava em ter seu próprio negócio, mas sempre ouvia de seus pais para deixar de lado essa ideia de montar empresa, pois “só se pode conquistar as coisas se tiver dinheiro” e “só se tem dinheiro se a família for rica”, o que não era o caso.

Mas o sonho de Lucas ainda falava mais alto, então ele prosseguiu e montou sua revendedora de peças automotivas. Ele venceu a primeira barreira das crenças da infância e até conquistou o respeito e admiração dos pais ao remar contra a maré e chegar onde almejava.

Só que menos de um ano depois de abrir a empresa o negócio começou a perder força e as dívidas passaram a preocupá-lo. Lucas investiu em propaganda, abaixou os preços e atraiu uma nova clientela. Com um volume maior de vendas, esperava que a situação melhorasse. Mas isso não aconteceu! Quanto mais ele vendia, maior ficava o buraco no caixa.

E, diante desse problema, as vozes do passado vieram com força, “lembrando-o” de que “ele não devia ter montado a empresa”, porque “ganhar dinheiro é para poucos”. Um sentimento de culpa e de derrota o deixou deprimido e Lucas passou a dar ouvidos a essas “vozes” do seu passado. Estava pronto para largar tudo! Desistir de seu sonho e voltar à vida pacata de antes, sem grandes conquistas.

A verdade dos números do negócio

Você já se sentiu assim? Foram plantados tantos conceitos fechados e pouco construtivos na mente de Lucas que, mesmo tendo opinião própria e vontade de crescer, na hora da dificuldade essas crenças gritavam na mente e o bloqueavam.

Na verdade, enquanto Lucas alimentava a crença de que não era capaz de fazer o seu negócio prosperar, a revendedora estava perdendo dinheiro por sua falta de conhecimento dos números do negócio. O preço das peças não cobria as despesas, o estoque mantinha produtos com pouca saída parados, os bancos apagavam seus incêndios a juros altíssimos e as vendas a prazo e retiradas de dinheiro sem planejamento deixavam buracos no caixa em dias de pagamento.

É hora de ouvir a voz do seu sonho

Mas baseado em quê essa crença é verdade? Considerando que cada indivíduo é dono de sua própria história, capaz de estudar, formar opinião e se desenvolver a cada dia, o que o impede de dar ouvidos à voz do conhecimento e do seu sonho e se permitir a superação?

As crenças da infância não são a verdade do mundo e dos negócios. A verdade é que o empresário brasileiro não teve educação financeira e não foi preparado para gerir um negócio. E, ao tomar consciência disso, é possível aprender e se reinventar!

Assim, é necessário prover uma nova visão de negócio através dos números da empresa e entender qual é o seu propósito. Porque o negócio é o que você faz para servir. E você só sabe o que está servindo se souber avaliar os números do negócio.

Portanto, não deixe que os nãos da sua infância o impeçam de dizer sim para o seu sonho. O primeiro passo você já deu, ao aceitar o desafio de empreender. Agora é só continuar essa história, buscando a informação que você precisa para entender os números do negócio e fazer desse desafio a grande conquista da sua vida.

Descubra o seu negócio como você nunca imaginou

A dificuldade em seu negócio pode ser a oportunidade para realizar seu sonho. Acredite e coloque as mãos na massa!

Você já pensou que a dificuldade que você está enfrentando em seu negócio pode ser a oportunidade que faltava para você realizar o seu sonho?

Este foi um ano difícil para a maioria dos empreendedores, entretanto, é possível em 2018 se reinventar a partir dessa dificuldade e ganhar destaque por seu diferencial.

Isso porque tanto a causa quanto a solução para os problemas estão dentro do próprio negócio. E se você tiver coragem para enfrentar os dias difíceis de maneira estratégica, utilizando as ferramentas certas, sua empresa se fortalecerá e ganhará espaço no mercado. Portanto, mire em seu sonho, acredite em seu potencial e coloque a mão na massa!

Faça parcerias na caminhada rumo ao seu sonho

Numa jornada empreendedora de sucesso, nunca se está sozinho. Se você fizer parcerias com pessoas que pensam como você e que têm mais a agregar, você irá mais longe e todos ganharão.

Então não hesite em pedir ajuda! Você se surpreenderá com os resultados obtidos ao contar com bons mentores, andar com pessoas melhores que você, fazer conexões com quem tem ideias diferentes e ter coragem de perguntar, esclarecer dúvidas, aprender e crescer junto.

Acredite em seu potencial

Todo mundo nasce com um dom especial e tem um propósito de vida. Quando ambos são descobertos e o dom é bem aproveitado para cumprir esse propósito, servindo outras pessoas com o que se tem de melhor, as portas do sucesso se abrem.

Para isso é importante reconhecer suas habilidades e fragilidades, confiar em si mesmo e entender o que você precisa para ser mais produtivo. Não tenha medo de ser diferente, nem de arriscar o novo e talvez até errar! Você aprenderá e crescerá também com os seus erros.

Simplesmente confie em seu taco e vá à luta! Porque enquanto você estiver na defensiva, seu sonho ficará engavetado e o mundo deixará de ser beneficiado com os seus feitos.

Coloque a mão na massa

Prepare-se, estude, aprofunde-se no conhecimento do seu negócio, siga o exemplo de pessoas que conquistaram coisas extraordinárias que você deseja e dê o seu melhor em tudo o que fizer.

Se você realmente quer prosperar na realização do seu sonho neste novo ano, é o momento de deixar para trás as justificativas e encarar a realidade do seu negócio!

Implante, com o seu financeiro, um Fluxo de Caixa contendo um plano de contas gerencial e relatório de previsto x realizado para controlar as finanças e entender o real motivo da falta de dinheiro. Estabeleça uma rotina diária de acompanhamento da movimentação financeira e reveja as datas negociadas com fornecedores e clientes para não faltar dinheiro em dias de pagamento. E crie o hábito de consultar as informações do Fluxo de Caixa sempre que precisar tomar decisões relacionadas às finanças, tanto para ações imediatas quanto em planejamentos a médio e longo prazo.

Lembre-se de que você é o centro de todo o seu negócio! Por mais que as condições externas pareçam desfavoráveis, o poder de levantar sua empresa está em suas mãos.

As oportunidades estão disfarçadas na adversidade, então aproveite! Esse é o momento de enxergar as possibilidades dentro do seu negócio, de pensar em coisas que você ainda não fez, de se renovar e de construir uma nova história. É o ano de fazer acontecer e descobrir o seu negócio como você nunca imaginou!

Como salvar as finanças com o Fluxo de Caixa

Falta dinheiro sistematicamente para as contas? Controle as finanças através de um Fluxo de Caixa que mostre a sua realidade!

Muitos empresários não controlam as finanças com o auxílio de um Fluxo de Caixa e perdem o sono quando descobrem que as contas passaram a ser pagas frequentemente com cheque especial, dinheiro emprestado, antecipações de recebíveis, venda de imobilizado e, às vezes, até venda de patrimônio pessoal.

Sentir-se de mãos atadas ao perceber que o negócio está quebrando e responsabilizar a situação econômica do país, a concorrência, o mercado ou qualquer terceiro é muito comum. Entretanto, quase sempre não são esses os responsáveis pela falta de dinheiro na empresa, muito menos por sua quebra.

Geralmente, os empresários investem seu tempo nas atividades da sua área e não se atentam à gestão financeira do negócio. E quando os problemas financeiros aparecem, não admitem sua própria responsabilidade.

Encare a realidade das suas finanças com o Fluxo de Caixa

Tanto o problema quanto a solução estão dentro do próprio negócio e podem ser facilmente identificados. Quer saber como?

Sem controle das finanças, os empresários não entendem como a empresa gera lucro, mas constantemente falta dinheiro para pagar contas do dia a dia. Porque apenas observam as entradas e saídas de dinheiro, mas não acompanham diariamente quando, quanto, como o dinheiro entrou e porque saiu do caixa.

Com o controle diário, através de um Fluxo de Caixa com plano de contas gerencial e uma previsão de entradas e saídas, é possível controlar toda movimentação financeira, em termos de recebimentos e pagamentos, identificar, por exemplo, quando faltou dinheiro e se foi necessário utilizar recurso que não era do negócio, ou saber se o dinheiro que está no saldo disponível de caixa pode ser utilizado para o pagamento de uma conta inesperada que surgiu.

Situações que, sem o controle adequado, podem levar a atitudes que geram pagamentos de juros e, silenciosamente, quebram a empresa. Portanto, se você quer sair do buraco, você precisa olhar para dentro do negócio e controlar as finanças através do Fluxo de Caixa!

Para tanto, recomendo que você conheça o Sistema Fluxo de Caixa Online, que oferece uma navegação intuitiva, estabelece projeções de entradas e saídas para períodos futuros, apresenta uma visão completa da liquidez da empresa, através de relatórios como o Fluxo de Caixa Diário e Previsto x Realizado, oferece informações em tempo real e pode ser acessado de qualquer dispositivo conectado à internet.

Experimente o Sistema Fluxo de Caixa Online grátis por 10 dias! Esse é o caminho mais simples, fácil, acessível e seguro para controlar suas finanças!

Teste o Fluxo de Caixa

Diga sim ao seu sonho com o Fluxo de Caixa

Muitos empreendedores perdem oportunidades por dizerem sim a coisas que os afastam de suas conquistas.

Por que será que tantos empreendedores retrocedem quando chegam ao princípio do sucesso do negócio? Tantas pessoas com grande potencial para empreender, muitas vezes tendo acesso a excelentes oportunidades, mas que estacionam e se apoiam nos problemas externos para justificar o fracasso para o qual enveredam seu sonho.

O problema é que essas pessoas passaram a vida inteira dizendo sim às imposições da família e sociedade e não às questões práticas capazes de levá-las ao sucesso.

Novas oportunidades desafiam velhos conceitos

A história começa na infância, quando os pais incutem as primeiras crenças na mente da pessoa, fazendo-a pensar que não pode realizar isso ou aquilo e criando uma relação ruim com o dinheiro. Assim ela passa a se conformar com a situação em que vive e se convence de que não está apta a batalhar por uma realidade diferente da que lhe foi apresentada. Então, qualquer atitude fora do que foi imposto, passa a ser uma afronta aos que lhe rodeiam e gera um estranho sentimento de desrespeito a essas crenças.

Só que com o passar dos anos as circunstâncias mudam, novos laços são criados e novas oportunidades surgem. E diante desse “novo mundo”, o velho menino percebe que há possibilidade, sim, de realizar seus sonhos, mas por não ter se desprendido dos “nãos” da infância, continua dizendo “sim” para os que lhe rodeiam, tendo como único critério satisfazer vontades imediatas e enganar sua própria consciência.

Então o empreendedor monta o negócio baseado em seu sonho, mas novamente segue o curso do rio, dando presentes caros para a esposa à custa da empresa, deixando de se dedicar por inteiro ao negócio, pretendendo que a empresa caminhe bem sem controle das finanças através de um Fluxo de Caixa e utilizando dinheiro de terceiros para apagar os incêndios, cada vez mais frequentes.

Uma nova história com o Fluxo de Caixa

Acontece que enquanto os “nãos” e os “sins” continuarem sendo utilizados sem planejamento e estratégia, o negócio e a vida do empreendedor vão continuar à mercê do destino escrito pelas crenças da infância, que impedem o seu crescimento.

A única forma de mudar o final dessa história é revendo conceitos, questionando suas decisões e aprendendo a dizer “sim” ao seu crescimento e “não” para tudo o que possa desviá-lo de seu objetivo. É o momento de colocar ordem no negócio e na vida, se permitindo ter sucesso com o que você mais gosta de fazer, através do entendimento dos números do negócio e controle das finanças com o Fluxo de Caixa.

Teste o Fluxo de Caixa

Encarando os fatos com o Fluxo de Caixa

As respostas para os problemas financeiros da empresa estão dentro do próprio negócio.

O que tem acontecido com a maioria dos empreendedores brasileiros, atualmente, é que começam o negócio a partir de um sonho, fazem acontecer, constroem algo de valor, mas, por não se preocuparem com os números do negócio, perdem o rumo em sua gestão, se entregando à ideia de que a culpa dos problemas financeiros é do governo, do mercado, dos inadimplentes, da falta de sorte… E não percebem que podem estar quebrando por não identificarem o real motivo da falta de dinheiro para pagar as contas do dia a dia.

E, de repente, pessoas tão talentosas e negócios tão promissores são desperdiçados por causa de obstáculos que poderiam ser removidos.

Porque falta dinheiro se a empresa tem lucro?

O fato é que tanto o problema quanto a solução não estão lá fora, na mão de outras pessoas, mas dentro do negócio. Quer saber como? Então comece a se questionar, se esse for o seu caso, como é que a empresa gera lucro, mas falta dinheiro para pagar as contas do dia a dia. Qual é a mágica que acontece para o seu dinheiro desaparecer?

É mais cômodo considerar apenas os números da contabilidade para medir a saúde financeira da empresa, gastar sem controle, imaginar que o que sobra no caixa é lucro e responsabilizar terceiros pelo seu insucesso financeiro, mas a verdade é que você precisa ter uma visão gerencial do negócio.

Isso quer dizer que, na prática, não adianta saber que você fechou uma venda de determinado valor, sem considerar a data que o dinheiro vai entrar.

Com o Fluxo de Caixa você identifica onde está o dinheiro

Se você não tiver um controle real do seu Fluxo de Caixa, com um plano de contas gerencial para acompanhar diariamente as entradas e saídas de dinheiro, fazer conciliação bancária diária, ajustar as datas de pagamentos das compras com as entradas das vendas à vista e a prazo e analisar o previsto e o realizado para a tomada de decisões, seu potencial empreendedor pode ser desperdiçado.

Essa é a grande sacada que pode mudar a sua vida! Em vez de fugir dos números e continuar dando murro em ponta de faca, esperando que “algo aconteça”, encontre as respostas dentro da própria empresa.
Utilize o Fluxo de Caixa para entender qual é o problema, buscar alternativas de solução, medir seus resultados, fazer projeção para períodos futuros e tomar novas atitudes acertadas para que o seu sonho possa ser realizado com o sucesso do negócio.

Teste o Fluxo de Caixa

5 armadilhas que quebram uma empresa

Os empreendedores que começam o negócio sem preparo só percebem o risco quando a empresa está quebrando.

Quando nasce uma empresa, brota a semente de uma realização. Mas para fazer o sonho do negócio germinar e dar bons frutos, é preciso preparar bem o terreno com um entendimento correto sobre os números do negócio. O problema é que nós, brasileiros, não recebemos uma educação financeira adequada, por isso a maioria dos empreendedores iniciam esse cultivo sem planejamento, preparo e controle.

No começo o negócio até dá frutos, as vendas crescem e a empresa ganha espaço no mercado. Mas por ter sido plantada em um terreno ruim e não utilizar as ferramentas certas para arar a terra adequadamente, de forma a construir condições favoráveis ao seu crescimento, a empresa torna-se dependente de terceiros e, de maneira quase imperceptível, morre um pouco cada dia, jogando fora o tempo e o dinheiro investidos.

O problema é que as pessoas têm o impulso para empreender, mas nem todas têm a capacidade empreendedora. Elas só percebem o risco quando a empresa já está quebrando. Por isso resolvi listar as 5 armadilhas mais comuns que quebram uma empresa ainda em seus primeiros anos de existência:

1. Achar que o que sobra no caixa é lucro

Pense nessa situação: A empresa tem um lucro mensal de 10%, as vendas estão aumentando e, apesar de às vezes faltar dinheiro para pagar algumas contas, volta e meia sobra dinheiro no caixa e você aproveita para fazer compras extras ou usar na pessoa física. Afinal, se sobrou dinheiro, é porque a empresa está lucrando, certo? Errado!!

Para entender esta situação, imagine que você paga seus fornecedores em 03 parcelas mensais e recebe do seu cliente em 30 dias. Esse não é o seu lucro, mas a sua liquidez, que é, justamente o dinheiro para pagar as contas já assumidas. Se esse dinheiro for utilizado sem controle, certamente vai faltar na hora de honrar os compromissos financeiros.

2. Fabricar dinheiro

Quando falta dinheiro para pagar as contas, o que você faz? Deixa de pagar? Pega emprestado? Usa o limite do banco? Faz antecipação de recebíveis? Na maioria das vezes o financeiro utiliza dinheiro de terceiros e tudo se resolve rapidamente.

O problema é que esses recursos, que eu costumo chamar de “fábrica de dinheiro”, geram juros. Se o uso desse dinheiro fabricado for recorrente, os juros aumentarão cada vez mais, tornando-se, muitas vezes, uma despesa maior que a margem de lucro do seu negócio.

3. Não saber precificar

É muito comum os empreendedores pegarem o custo da mercadoria / produto e acrescentarem 70% para estabelecer o preço de venda. O problema é que as pessoas não sabem que este percentual tem que pagar impostos, comissão, despesas administrativas / financeiras e o que sobrar é o lucro.

Algumas perguntas precisam ser respondidas, tais como: O custo do produto está correto? O cliente está disposto a pagar o preço praticado? Qual é o preço da concorrência? O cliente tem a percepção do benefício da compra? A fórmula da precificação está correta? Não é recomendável estabelecer um preço de venda e depois ficar se perguntando se está caro ou barato demais.

4. Não conhecer o estoque

Há quem diga que estoque cheio é a garantia de ter sempre a mercadoria / produto que o cliente deseja. Mas será que essa estratégia é correta? Muitas vezes há variação na rotatividade de determinados produtos, sendo que, enquanto alguns saem com frequência, outros ficam meses estocados. As mercadorias / produtos mais vendidos são os que têm maior margem bruta (preço – custo). Quais são os 20% das mercadorias / produtos que geram 80% da margem bruta do negócio?

A gestão do estoque está diretamente ligada à sobrevivência da empresa, para evitar que o dinheiro fique parado ou seja jogado fora. É necessário manter um acompanhamento do inventário, além de adequar as compras conforme a previsão de vendas, prazo de entrega e o seu pagamento de acordo com o Fluxo de Caixa.

5. Responsabilizar os outros pelos problemas da empresa

É verdade que a situação política e econômica do país não está das melhores e que as empresas, em geral, estão passando por dificuldades. Mas, convenhamos, é bem mais fácil achar culpados para os problemas do que assumir a responsabilidade dos próprios erros.

Só que, por mais que a crise seja um obstáculo, as respostas para a falta de dinheiro no caixa estão dentro do próprio negócio. Por isso a necessidade de ter controle das entradas e saídas de dinheiro, saber os saldos (caixa final, bancário e disponível), comparar previsto x realizado através de um plano de contas gerencial e projetar fluxos de caixa para períodos futuros.

Segurança financeira com o Fluxo de Caixa

Se a sua empresa estiver presa em alguma dessas armadilhas, é hora de rever os seus conceitos e implantar um sistema de Fluxo de Caixa com urgência, para assumir o controle diário das finanças, evitar a perda de dinheiro no negócio e se preparar para imprevistos. Assim você conseguirá criar cenários favoráveis ao negócio e terá segurança financeira independentemente dos fatores externos.

Teste o Fluxo de Caixa

Vencendo a Crise com o Fluxo de Caixa

Com o uso correto do Fluxo de Caixa, foi possível resolver o problema da falta de dinheiro.

Como muitos empreendedores brasileiros, Alice está passando por momentos difíceis em seu negócio, depois de tantos anos de trabalho para alavancar a indústria de utensílios domésticos que herdou de seu pai. Parecia que tudo iria desmoronar!

O problema é que a empresária foi pega de surpresa, pois, até o final de 2016, seu negócio parecia crescer. Mas de repente as vendas começaram a cair, a inadimplência aumentou e, como não estava preparada para lidar com imprevistos, passou a faltar dinheiro para pagar as contas do dia a dia.

A falta de Informação

No começo Alice não deu muita importância para a falta de dinheiro, pois estava acostumada a usar o cheque especial sempre que surgia algum imprevisto, mas como o problema persistia ela estourou o limite. A primeira providência foi pressionar a equipe a vender mais. Também abaixou os preços e aumentou o prazo de pagamento. Só que em vez de melhorar a situação, com o aumento das vendas, parecia que o buraco do caixa ficava ainda maior e a quebra da empresa cada vez mais próxima.

Isso ficou muito claro quando o gerente financeiro chegou à sua sala, com o semblante visivelmente perturbado, anunciando que não havia mais dinheiro para pagar o aluguel atrasado, salários e fornecedores. Nesse meio tempo, o cartão de crédito da empresa, que também era usado para as compras da família e viagens de final de semana, foi bloqueado, então Alice ficou muito angustiada com essa situação. Além de perder um grande negócio de família, o conforto e o bem-estar de seus familiares estavam em risco.

O Dinheiro Acabou

A segunda providência da Alice foi solicitar ajuda ao gerente do seu banco, porém ele explicou que como existiam títulos protestados e impostos atrasados não haveria a possibilidade de conseguir novas linhas de créditos.

Diante dessa situação, Alice, indignada, questionou a sua equipe de gerentes: “Depois da primeira providência, nós voltamos a vender bem, mas onde está o dinheiro?” Percebendo que as pessoas não tinham resposta porque não conheciam os números do negócio e que, pela falta de controle financeiro adequado, a empresa corria o risco de fechar, ela decidiu assumir as rédeas do financeiro com a ajuda da sua equipe de gerentes.

Mudanças Necessárias

Pediu ajuda a um amigo para entender a origem do problema e elaborar um plano de ação. A partir daquela data, as dívidas foram analisadas, priorizadas e negociadas, o estoque foi contado – para os itens de pouca venda foi feito um saldão e o dinheiro arrecadado foi para o caixa – foi feita uma avaliação dos clientes para as vendas a prazo, as compras foram planejadas de acordo com análise do giro de estoque e da margem bruta (preço – custo) de cada produto, os preços foram avaliados, as contas da pessoa física e jurídica foram separadas, foi criado um setor de crédito e cobrança, foram estabelecidas metas de vendas por produto, cliente e região e as comissões passaram a ser pagas sobre a margem bruta do pedido e quando recebido.

Com essas informações começou o registro e controle de todo o dinheiro que entrava e saia da empresa, para manter o saldo do fluxo de caixa sempre positivo, utilizando uma planilha de Excel com um plano de contas gerencial e com uma previsão para cada conta das entradas e saídas. A conciliação bancária era feita diariamente, para saber qual era o saldo disponível. As informações passaram a ser analisadas pela equipe para entender o que acontecia com o dinheiro do negócio.

Segurança

A utilização correta do Fluxo de Caixa permitiu que a Alice pudesse obter melhor entendimento da situação financeira da empresa, projetasse os lançamentos futuros e se preparasse adequadamente para novas situações de emergência. Com a ferramenta certa, foi possível minimizar os “incêndios” e resolver, efetivamente, o problema da falta de dinheiro no negócio. Mas o maior benefício foi que a Alice passou a ter tempo para a família, saúde e lazer.

Se você passou ou passa por situação semelhante à da Alice e continua “dando murro em ponta de faca” para salvar o negócio, você precisa de um Fluxo de Caixa que mostre a real situação de liquidez da empresa e lhe ajude a sair do círculo vicioso da falta de dinheiro.

Administrar Negócios é para Quem Tem Atitude Financeira

A falta de atitude gera perdas desnecessárias a muitos com excelente potencial para empreender.

Por que será que no Brasil é tão difícil empreender e sustentar uma empresa? Você deve estar pensando: “por causa da situação política e econômica do país…” Mas será mesmo? Que esse é um agravante na vida do empresário brasileiro, é fato, mas não será essa uma desculpa (que hoje em dia parece ser inquestionável) para maquiar uma deficiência cultural do brasileiro, que não foi ensinado a empreender nem a administrar negócios?

Não é à toa que eu encontro tantas pessoas com dons maravilhosos desperdiçados e sonhos engavetados, exercendo funções que nada têm a ver com o que realmente estão aptos a fazer, por não terem acendido a luz de sua própria capacidade e missão neste mundo. São pessoas que ouvem desde a meninice que têm que aprender as fórmulas prontas da escola e da vida e seguir o ritmo dos demais para não andar fora da linha. E quem disse que é preciso andar “na linha”?

Você certamente tem um sonho. Se você não pensou nisso ainda, então pense! Procure descobrir qual é o verdadeiro propósito de sua vida e vá atrás de suas realizações. Para empreender é preciso ter atitude e seguir em frente, independentemente dos problemas externos (ainda que todos pareçam ter paralisado diante de problemas como a crise do país). É preciso ter coragem para “remar contra a maré”!

A partir da decisão de levar o sonho adiante, é necessário planejar e buscar informação. Em um país onde se estuda pouco, se você não procurar aprimorar seu conhecimento e buscar informação adequada para administrar corretamente o seu negócio, dificilmente conseguirá prosperar.

Portanto, coloque seu sonho no papel, elabore um Fluxo de Caixa e arregace as mangas! Por pior que seja o cenário que o rodeia, a solução para o crescimento do seu negócio e suas grandes realizações está em suas mãos. Permita-se sonhar, confie no seu taco, tenha atitude, planeje, informe-se, faça acontecer e continue. O mundo precisa de você!

Fluxo de Caixa para Eliminar a Falta de Dinheiro

É preciso aprender a olhar para dentro do negócio e ter um controle adequado das finanças através do Fluxo de Caixa.

Você já reparou que muitos empresários brasileiros, especialmente de pequenas e médias empresas, enfrentam dificuldades parecidas em seu negócio? Na maioria das vezes sofrem com a falta de dinheiro para pagar as contas no dia a dia, assumem posturas semelhantes diante dos problemas e acabam caminhando para o mesmo fim.

E por que será que existe tanta similaridade entre esses empresários? Há quem diga que a responsável por esse insucesso é a crise econômica e política do país. Mas, convenhamos, fica confortável “terceirizar” o problema, deixando a cargo do governo uma responsabilidade que, no final das contas, é de cada empresário!

Que o país está em crise e que o governo não tem ajudado, é uma verdade, mas não é por isso que as empresas estão quebrando. O problema é mais profundo e mais antigo que a crise! A primeira questão é que no Brasil não é ensinado educação financeira para os jovens nas escolas e nem em casa. As pessoas são levadas a decorar fórmulas, não a pensar. São induzidas a seguir determinados padrões e não aprendem a gerir um negócio. Com isso, perdem dinheiro esperando que a solução para os problemas financeiros venha de fora da empresa.

Por mais difícil que esteja a situação econômica do país, todo empresário tem condições de controlar as suas finanças e fazer a diferença em seu mercado se buscar a solução dentro da sua própria empresa. Para isso, é necessário entender: o que quebra uma empresa não é o seu prejuízo mas a falta sistemática de dinheiro para pagar os compromissos já assumidos. Para controlar esta situação (liquidez) a ferramenta mais adequada é o Fluxo de Caixa.

Portanto, independentemente de qual seja a situação atual da sua empresa, se você não tiver um controle efetivo das suas finanças, recomendo que pesquise mais sobre o assunto e reveja seus conceitos, pois seu negócio certamente está vulnerável e pode já estar em risco! Buscar informação e implantar em sua empresa um Fluxo de Caixa que funcione não é uma opção, mas uma necessidade! Esse é o único caminho para sair do círculo vicioso da falta de dinheiro e garantir a sobrevivência do seu negócio apesar das adversidades de um mercado em crise.

Três Coisas para Você Fazer ao Implantar o Fluxo de Caixa

Ao implantar o Fluxo de Caixa, compreenda os conceitos e controles básicos de finanças e escolha um bom sistema.

Depois de enfrentar problemas financeiros em sua empresa e quase quebrar por não ter dinheiro suficiente em caixa para pagar as contas do dia a dia, o empresário descobre que a única forma de ter controle do seu dinheiro é elaborando um Fluxo de Caixa. Mas neste momento surge outra dúvida, que o deixa bastante preocupado: “Como implantar o Fluxo de Caixa em meu negócio?”.

Essa é uma dúvida comum entre os empresários, que muitas vezes sabem o que é um Fluxo de Caixa, entendem a sua importância, mas não compreendem o seu funcionamento, portanto não conseguem implantar o Fluxo de Caixa adequadamente em sua empresa.

1. Entender os conceitos básicos

Antes de tudo, é importante entender conceitos básicos de finanças que são utilizados no dia a dia da administração financeira do negócio, como a diferença entre regime de competência e de caixa, qual a diferença entre custo e despesa, o significado de receita, venda, inadimplência, empréstimo, antecipação e desmobilização, a importância da utilização de um plano de contas gerencial com previsto x realizado. Saber a definição de cada um desses termos e compreender como utilizar esse conhecimento na administração das suas finanças é fundamental para que o Fluxo de Caixa funcione adequadamente.

2. Entender os cinco controles financeiros básicos

O próximo passo é compreender quais são os controles financeiros básicos que toda empresa deve ter estabelecidos, como Planejamento Orçamentário (quanto planejamos ganhar/gastar), Demonstrativo de Resultado (qual foi o lucro/prejuízo), Demonstrativo de Fluxos de Caixa (quanto recebemos/gastamos), Balanço Patrimonial (o que possuímos/devemos) e Endividamento Geral (qual o risco). Cada um desses controles tem um importante papel na administração financeira das empresas.

3. Escolher um bom sistema para implantar o Fluxo de Caixa

Considerando que daqui dois anos todas as empresas serão obrigadas a entregar o Demonstrativo de Fluxos de Caixa para o governo, que é um documento dividido em três fluxos de caixa (o operacional, o financeiro e o de investimento), recomendo que você utilize um sistema de Fluxo de Caixa que contemple todas essas necessidades e lhe proporcione uma visão ampla da movimentação financeira do seu negócio. Você precisa ser capaz de identificar onde está o dinheiro, porque ele foi para determinada conta, como e quando. Além disso, você deve avaliar as entradas e saídas com base no que foi previsto e realizado. Caso a sua empresa esteja endividada, o Fluxo de Caixa deve ser seu aliado para organizar as finanças e fazer uma previsão do tempo que irá demorar até que a dívida seja quitada.

O empresário brasileiro tem uma resistência natural quando o assunto é finanças, devido à cultura de nosso país, que não valoriza a educação financeira. Ainda assim, posso garantir que é muito mais fácil implantar o Fluxo de Caixa e se dedicar diariamente a esse controle financeiro do que deixar o barco afundar e ter que tirá-lo do fundo do rio no meio do percurso.

 

Elaborar um Fluxo de Caixa? Quem Precisa?

Veja como as pessoas perdem o controle das finanças e descubra quem precisa elaborar um Fluxo de Caixa.

Certa empresária enfrentava problemas financeiros em seu negócio e ao procurar ajuda explicou que quando abriu a empresa considerou a possibilidade de elaborar um Fluxo de Caixa para controlar suas finanças, mas como ainda não tinha entrada de dinheiro, apenas saída, acreditava não ser possível e nem necessário ter um Fluxo de Caixa. Com a escassez de crédito, inflação alta e a diminuição das vendas, um ano depois sua dívida aumentava e quanto mais vendia maior ficava o buraco em seu caixa.

Essa é apenas uma de tantas histórias que “explicam” a ausência de um controle adequado das finanças de empresas que afundaram inesperadamente. Seja por não ter dinheiro gerado pelo negócio no início (capital de giro), investimento inadequado no estoque ou pelo impacto das vendas a prazo, o Fluxo de Caixa, por desconhecimento de sua forma de utilização, muitas vezes é menosprezado, sendo considerado o “patinho feio” das finanças.

É compreensível que tantos empresários tenham dificuldade de administrar suas finanças de forma efetiva, visto que o povo brasileiro não recebeu educação financeira na escola nem em casa. Entretanto, para sobreviver no mundo dos negócios, é essencial que esses conceitos sejam revistos e novas práticas sejam adotadas.

Partindo do pressuposto que toda empresa precisa ter dinheiro para pagar as contas, independentemente do contexto em que está inserida, é imprescindível utilizar o Fluxo de Caixa através de um plano de contas gerencial e estabelecer uma previsão para cada conta, pois quando elaborado de forma correta, você passa a ter uma visão ampla do seu caixa.

Consequências de não elaborar um Fluxo de Caixa

O que quebra as empresas não é a falta de lucro (durante um espaço curto de tempo), mas a falta sistemática de liquidez, que é a capacidade de honrar os pagamentos (custo / despesas) nas datas de vencimento, sem a necessidade de atrasar pagamentos a fornecedores, instituições financeiras ou fisco, sócio(s), fazer aporte de capital, vender parte do imobilizado, recorrer a empréstimos de terceiros ou utilizar cheque especial. Com esta análise do caixa você poderá ajustar as datas dos pagamentos e dos recebimentos, decidir se é hora de investir ou se é melhor evitar certos gastos e identificar as reais necessidades da sua empresa. Esse é o segredo para começar a assumir o controle do seu negócio!

Portanto toda empresa precisa elaborar um Fluxo de Caixa e não há situação difícil ou tranqüila que justifique a sua ausência, pois cedo ou tarde as consequências dessa falta de controle castigarão a empresa. Mais vale a dedicação diária de um empresário ao fortalecimento e crescimento do seu negócio, do que o risco de ver seu investimento ser perdido, sem ao menos ter recebido um aviso do risco iminente.

 

Fluxo de Caixa: a Solução para Limpar seu Nome

Após perder o controle financeiro, Alfredo encontrou no Fluxo de Caixa a solução para limpar seu nome.

Quando Alfredo abriu sua empresa, estava certo de que venderia bastante e não teria qualquer tipo de preocupação, pois havia entrando em um mercado em crescimento. Entretanto, não se atentou à necessidade de fazer o Fluxo de Caixa e acabou perdendo o controle financeiro do seu negócio.

Sua especialidade era vender peças de moto pela Internet. Como ele tinha bons fornecedores e contava com as facilidades da web, sentia-se confortável e seguro. Conforme havia previsto, teve muito sucesso nas vendas e sempre entrava dinheiro em seu caixa.

Devido à grande procura, Alfredo sentiu necessidade de investir no crescimento do seu negócio. Então alugou um espaço maior para fazer o seu estoque, comprou uma grande quantidade de peças (bem mais do que o que costumava vender) e, empolgado com sua repercussão no mercado, gastou com propaganda em diversos sites.

Tudo parecia estar caminhando bem, até que começou a faltar dinheiro para pagar algumas contas. Na tentativa de fazer malabarismo com o que entrava e saía, começou a atrasar os pagamentos, alternando as contas que seriam pagas em cada mês. Mas o buraco estava crescendo e em um determinado momento Alfredo abriu mão de pagar a fatura dos fornecedores, que era o que estava pesando mais.

Com uma conta a menos, a situação pareceu um pouco melhor, mas logo depois sua secretária o procurou para comunicar o recebimento de uma carta que estipulava um prazo de até dez dias para o pagamento da dívida, caso contrário seu nome seria negativado. Alfredo, que não tinha de onde tirar dinheiro para pagar essa dívida, ignorou o comunicado e viu as portas de crédito se fecharem para a sua empresa.

O Fluxo de Caixa para limpar seu nome

Ele sabia que precisava resolver esse problema, mas não tinha ideia de como isso seria feito. Então começou a pesquisar a respeito e descobriu que o único modo seria começar a trabalhar com o Fluxo de Caixa. Porém, não entendia muito de finanças e sentia a necessidade de compreender como aplicá-lo em seu negócio. Foi quando decidiu fazer um curso de Fluxo de Caixa.

Apesar de Alfredo ter esperança de aprender um pouco sobre essa ferramenta para sair das dívidas, não se sentia à vontade com os números e alimentava certo preconceito quanto ao tema. Mas, diferente do que imaginava, ao serem abordados assuntos de seu dia a dia, ter a oportunidade de conversar com outros empresários que estavam na mesma situação e ver a aplicabilidade imediata do Fluxo de Caixa em seu negócio, não só conseguiu absorver as informações que precisava, como saiu de lá cheio de motivação para agir, planejar e realizar.

Depois do curso, Alfredo passou por um longo processo até conseguir limpar seu nome e recuperar a saúde financeira de sua empresa. Entretanto, desde o primeiro dia de utilização do Fluxo de Caixa, voltou a ter boas noites de sono, pois havia adotado medidas para aumentar seu capital de giro (como ajustar as datas de pagamento e recebimento das contas e evitar o dinheiro parado no estoque), aprendeu a controlar os números do seu negócio e pôde contar com uma previsão para o término da dívida.

 

A Importância do Fluxo de Caixa em seu Negócio

O Fluxo de Caixa lhe permite controlar a liquidez do negócio, ter uma visão ampla do seu caixa e uma previsão do futuro.

Atualizado em 04/09/2018 – Geralmente quando se fala sobre a importância do Fluxo de Caixa o termo é associado puramente à entrada e saída de dinheiro, levando as pessoas a apresentarem certa rejeição a esse assunto.

O desconforto diante do tema acontece em função de vivermos em uma sociedade pouco preparada para administrar negócios.

A questão é que as finanças sempre estiveram presentes na vida do brasileiro, seja em um negócio próprio, no lar ou na mesada da infância, mas as pessoas não tiveram oportunidade de aprender a lidar com essas finanças.

Entretanto, o fato de não termos recebido educação financeira no período escolar não pode ser uma limitação na hora de administrar a empresa.

O primeiro passo para quebrar essa barreira, é entender que o Fluxo de Caixa não é apenas um monte de números. É um método para assumir o controle da liquidez do seu negócio.

Por isso, não se restringe a uma ferramenta para registrar quanto se tem no caixa, mas, quando elaborado de forma correta, permite que você passe a ter uma visão ampla do seu caixa, além de adquirir a capacidade de prever o que irá acontecer nos próximos meses.

O que quebra as empresas não é a falta de lucro (durante um espaço curto de tempo), mas a falta sistemática de liquidez, que é a capacidade de honrar os pagamentos (custo / despesas) nas datas de vencimento, sem a necessidade de atrasar pagamentos a fornecedores, instituições financeiras ou fisco, sócio(s) fazer(em) aporte de capital, vender parte do imobilizado, recorrer a empréstimos de terceiros ou utilizar cheque especial.

Com esta análise do caixa você poderá ajustar as datas dos pagamentos e dos recebimentos, decidir se é hora de investir ou se é melhor evitar certos gastos e identificar as reais necessidades da sua empresa. É aí que está o segredo para começar a controlar o seu negócio!

Importância do Fluxo de Caixa: a prática e os resultados

Mas como fazer isso tudo funcionar? Simples! Alimentando diariamente o seu Fluxo de Caixa com as informações sobre as entradas e saídas de dinheiro, utilizando um plano de contas gerencial, fazendo conciliação bancária, comparando o previsto com o realizado, avaliando os prazos médios de pagamentos e recebimentos e acompanhando através do saldo diário a situação de liquidez da empresa.

Quando o Fluxo de Caixa deixa de ser encarado como uma simples “planilha de números” e passa a ser utilizado como um método gerencial de administração financeira, o empresário assume real controle de suas finanças e ganha liberdade para dedicar-se ao seu negócio sem dor de cabeça.

Portanto, se você ainda não utiliza o Fluxo de Caixa na gestão do seu negócio, ou se o controle é feito ocasionalmente, reconsidere sua forma de administrar. Somente com um acompanhamento diário do Fluxo de Caixa você terá verdadeiro controle da liquidez da sua empresa e conseguirá se prevenir para não perder mais dinheiro com o seu negócio.

Na falta desta educação, a única alternativa que sobra é aprender por tentativa de erro e acerto, sendo que, na maioria das vezes, o custo deste aprendizado é alto.

Todo Cuidado é Pouco na Hora de Abrir uma Empresa

Ao abrir uma empresa, estude o mercado e a concorrência, faça um planejamento orçamentário e estipule controles.

Quando alguém me pergunta o que é preciso saber antes de abrir uma empresa, eu falo sobre a importância de avaliar o mercado, a concorrência, definir os fornecedores, fazer um planejamento financeiro, estruturar a comunicação, pensar na marca, saber qual é o perfil dos colaboradores e realizar ações adequadas ao perfil do seu negócio. Se houver falha em alguma etapa, todo o projeto fica comprometido.

Antônio é um desses empresários que sentiu no bolso as conseqüências de começar um negócio sem se preparar adequadamente. Nascido em uma família de classe média, foi criado sem luxo, porém com recursos suficientes para futuramente conseguir investir em seu próprio negócio. Apaixonado por automóveis, sonhava em ter uma loja de auto peças e ganhar muito dinheiro neste ramo. Mas quando finalmente chegou o momento de colocar seus planos em prática, ele percebeu que não seria tão fácil quanto havia imaginado.

Tudo começou quando Antônio recebeu o dinheiro que seu pai havia disponibilizado para que pudesse montar sua loja. O valor não era alto, mas suficiente para abrir um estabelecimento pequeno. Empolgado com o sucesso que esperava alcançar, decidiu fazer um empréstimo bancário para conseguir alugar um espaço maior do que o previsto em orçamento, encher o estoque e contratar uma equipe de funcionários.

No dia da inauguração, a loja estava bem organizada, chamativa, com produtos e mão de obra de qualidade. Estava tudo tão impecável que o estabelecimento se destacava em todo o comércio da rua. Entretanto, após um período, Antônio percebeu que apesar de ter conquistado alguns bons clientes, as vendas estavam escassas.

O tempo foi passando e a sua dívida com o banco tornava-se cada vez maior. Com as vendas em baixa, era comum ter mais saída do que entrada de dinheiro. A quantidade de clientes na loja oscilava a cada mês, aumentando de vez em quando, o que alimentava as esperanças de Antônio quanto ao fortalecimento do negócio, mas o saldo final do mês em seu Fluxo de Caixa acabava sempre negativo.

Intrigado com o movimento de clientes abaixo do esperado em sua loja e preocupado com as contas que não paravam de chegar, passou a observar os concorrentes da região para tentar entender onde estava errando. Então viu que as outras lojas do bairro eram bem mais simples e estavam sempre cheias, o que o surpreendeu bastante.

Na semana seguinte comentou com um amigo que sugeriu que ele analisasse não apenas a concorrência, mas o perfil dos consumidores da região. Foi quando Antônio se deu conta de que aquele era um bairro comercial afastado do Centro e freqüentado por pessoas com um poder aquisitivo relativamente baixo. Como a sua loja era muito sofisticada, espantava as pessoas que procuravam peças a um baixo custo.

Consequentemente, Antônio perdia vendas para os concorrentes do bairro, que também ofereciam qualidade, mas tinham uma estrutura menor e preços mais convidativos.

Tenha cautela ao abrir uma empresa

Por não estudar o mercado e a concorrência, superestimar o seu público, fugir do orçamento inicial e não controlar o seu Fluxo de Caixa, Antônio precisou resolver um emaranhado de problemas financeiros e administrativos para salvar o seu negócio.

O ideal é que o planejamento e os controles sejam estabelecidos ainda no início. Mas se você, assim como Antônio, começou seu negócio sem se atentar a essas importantes questões e hoje enfrenta problemas financeiros por causa disso, saiba que sempre é tempo de conhecer os números do seu negócio, assumir o controle e reverter a situação. Portanto, não perca mais dinheiro! Informe-se, planeje, execute e se surpreenda com os resultados que obterá.

O Cenário de um Otimista Desinformado

Apesar de ser um competente profissional, Sidney quase quebrou por falta de conhecimento em gestão financeira.

Em uma manhã de segunda-feira, Sidney abriu as portas de sua oficina mecânica e começou a observar a chegada dos primeiros clientes. Radiante, pensava na vida boa que teria a partir daquele momento. Acreditava que não precisaria continuar trabalhando tanto, nem se preocupar mais com dinheiro, pois havia se tornado um empresário. Mal sabia ele, porém, que esses pensamentos o levariam a uma descida desenfreada rumo à quebra da empresa.

Por muitos anos ele trabalhou como mecânico na oficina de um amigo de seu pai e almejou ter seu próprio negócio. Ele era um funcionário competente e tinha aprendido muito sobre mecânica, mas não imaginava que além dessas qualidades, ao investir em um negócio próprio precisaria ter conhecimentos básicos sobre gestão financeira para garantir o funcionamento adequado da sua empresa.

Quando abriu sua oficina mecânica, não fez um plano de negócio, pois achava que enquanto estivesse entrando dinheiro, jamais teria problemas financeiros e tudo contribuiria para que as coisas dessem certo! Não queria perder tempo fazendo contas que a seu ver não levariam a nada. Além disso, se precisasse, poderia subtrair o dinheiro que entrava pelo que saía do caixa e saberia quanto foi o seu lucro.

Sidney também acreditava que todo o dinheiro da empresa era seu, então fez do cartão de crédito da oficina, o cartão da sua família. Afinal, ele sempre ouviu dizer que um empresário que se preze pode comprar tudo o que deseja e deve proporcionar conforto a sua família. Estava certo de que a empresa tinha o suficiente para todos os gastos, da empresa e da família, sem ter perigo de faltar para pagar as contas!

Com o passar do tempo, o volume de trabalho foi aumentando, a empresa crescendo e muitas vezes era preciso trabalhar depois do expediente, mas Sidney transferia a responsabilidade para seus funcionários e se ausentava. Ele era um empresário e achava que podia trabalhar menos que os demais! Mesmo depois de começar a abrir a oficina aos domingos, para atender clientes que não poderiam levar seus carros durante a semana, continuou se ausentando, deixando a resolução de eventuais problemas a cargo de seus funcionários. Também não “perdia tempo” resolvendo questões administrativas depois das 18h. Ou deixava para o dia seguinte, ou entregava na mão do gerente da oficina.

Assim, ele começou a ficar cada vez mais distante da sua própria empresa. O pouco que Sidney controlava no início, passou a ser responsabilidade do gerente, que para isso recebia “agrados” e tinha liberdade de utilizar as contas da empresa para as suas “emergências” particulares.

Um dia aconteceu de faltar dinheiro para pagar uma conta. Então, sem pestanejar, o gerente utilizou o limite do cheque especial. Logo depois entrou dinheiro em caixa e a dívida foi quitada, junto com uma pequena taxa de juros. Mas a situação se repetiu… uma, duas, três vezes… Com o tempo as entradas de dinheiro já não cobriam as saídas e a empresa teve que recorrer a um empréstimo, com juros salgados. Sidney foi consultado, mas achou que isso era um problema comum das empresas. Assim, uma dívida levou a outra, que levou a mais outra… e quando o empresário teve seu nome negativado no Serasa percebeu a gravidade do problema. A empresa já não conseguia mais se sustentar, pois a oficina mecânica não gerava lucro suficiente para pagar todas as dívidas. Infelizmente, é neste cenário que muitos empresários constroem e condenam seus sonhos ao fracasso.

Aprendendo gestão financeira

Sidney resolveu participar de um curso de Fluxo de Caixa em busca de ajuda para sair do círculo vicioso da fabricação de dinheiro. Após o curso, a sua lição de casa foi procurar entender a origem do problema financeiro, conhecer o seu endividamento com os bancos, fornecedores e levantar com o contador os impostos atrasados, separar as contas da pessoa física e da jurídica, montar um Fluxo de Caixa, fazer um planejamento financeiro e implantar controles. Esse foi o princípio de um árduo trabalho para a recuperação da saúde financeira de sua empresa.

Hoje seu negócio está controlado e rende bons frutos, entretanto, Sidney precisou aprender a duras penas o verdadeiro conceito de ser empresário. Neste momento entendeu que não era conserto de carro que ele vendia, mas segurança, o que para o cliente tinha um valor muito grande. E o mais importante, que não poderia deixar de lado, era entender e controlar as finanças da empresa.

Muitos profissionais competentes em suas atividades começam errado e seguem felizes, acreditando que Deus é brasileiro. Iniciam o negócio sem elaborar um Planejamento Orçamentário, que é um ato de previsão de venda, custo e despesa para estabelecer o lucro desejado, e sem utilizar um plano de contas gerencial para controlar e registrar as entradas e saídas de dinheiro através do Fluxo de Caixa (previsto x realizado). Além disso, não fazem o Demonstrativo de Resultado, que indica se a operação no final do mês teve lucro ou prejuízo, não sabem que o Balanço Patrimonial mostra a posição patrimonial e financeira da empresa em um determinado período, nem imaginam como calcular preço. Também deixam de procurar entender qual é o melhor sistema tributário para pagar menos imposto, não estabelecem uma política de compras, se preocupando somente com o valor da venda, quando deveriam avaliar a margem bruta (preço – custo), e sequer avaliam os prazos médios de pagamentos e recebimentos para calcular a necessidade de capital de giro. Por fim, não compreendem qual é a real necessidade dos clientes, não treinam a sua equipe, nem utilizam um sistema de gerenciamento confiável.

Geralmente esses empreendedores descobrem tudo isso de uma maneira bastante dolorosa e só então percebem que para sustentar uma empresa é preciso muito mais do que ter boas ideias, acreditar em si próprio, amar o que faz, ter disciplina, seriedade e dedicação. É preciso entender a origem dos problemas para depois planejar, fazer, medir e avaliar a fim de buscar transformar as adversidades em oportunidade de crescimento. Cuidado, pois mais vale um pessimista informado do que um otimista desinformado.

Educação Financeira de um Adolescente

O pequeno negócio de Dona Margarida estava quebrando, ela tinha a solução, mas só percebeu após orientar seu filho.

Era uma tarde chuvosa de terça-feira quando um adolescente de dezesseis anos chegou da escola e encontrou Dona Margarida, sua mãe, aos prantos no banquinho da cozinha.

Ela fazia bolos para sustentar a casa, mas estava perdendo dinheiro e não sabia como. Chegou um momento em que sua dívida estava tão alta que não dava mais para continuar. Estava arrasada, decidida a fechar o seu pequeno negócio, quando o filho veio ao seu encontro.

O garoto jogou a mochila no chão e com um abraço de consolo perguntou:

– Mãe! O que houve?

– Vamos ter que parar de vender bolos.

– Por quê?

– Porque estamos perdendo muito dinheiro e não tem mais como resolver esse problema.

– Não fale assim, mãe! – Hoje a professora começou a ensinar educação financeira na escola e disse que não existe problema sem solução.

– Isso é porque ela não viu a nossa situação. – rebateu a mãe.

– Pode ser… Mas ela explicou que nós precisamos conhecer sobre finanças para conseguir cuidar bem do nosso dinheiro, por isso estamos recebendo os primeiros conhecimentos sobre esse assunto na escola. Eu até ia pedir a sua ajuda em uma tarefa que ela passou…

– Ai, filho! Nessa situação eu não quero nem pensar mais em finanças, mas vamos lá. O que você precisa saber?

Aula de Educação Financeira

– A professora mandou a gente pesquisar e explicar o que é ganho, gasto, custo, despesa, preço, lucro e liquidez.

– Puxa! Quanta coisa! Mas acho que posso te ajudar sim, filho. – a mãe levantou do banquinho, enxugou o rosto e foi até a despensa. – Para fazer um bolo eu preciso dos ingredientes, como a farinha, o leite, a manteiga e os ovos, certo?

– Sim, mãe. Mas o que isso tem a ver com finanças? – perguntou o garoto, sem entender.

– O dinheiro que eu gasto para comprar esses ingredientes é o custo.

– Ahh!

– A energia elétrica que eu uso para bater o bolo, o gás que o forno precisa para assá-lo, a água que eu utilizo para lavar a louça, o aluguel da casa, a conta de telefone, entre outras coisas é a despesa.

– Que interessante, mãe! – exclamou o adolescente admirado com a explicação de sua mãe.

– Pois é, filho! Nem eu tinha pensado nisso, mas tudo o que a sua professora disse faz parte do dia a dia da nossa pequena fábrica de bolos. O gasto, por exemplo, é o dinheiro que eu uso para pagar todo tipo de conta deste negócio, seja para comprar os ingredientes ou pagar a água, luz, gás, aluguel e telefone.

– O ganho é tudo o que eu recebo pela venda dos bolos. – continuou a mãe. – Para ter esse ganho eu cobro um valor pelos bolos vendidos, isto é o preço.

– E o que é o lucro?

– É a diferença positiva entre o preço – custo – despesa. – a mãe respondeu.

– E a liquidez? – perguntou o garoto um pouco confuso.

– Como eu vendo à vista e a prazo e compro os ingredientes à vista e a prazo, o dinheiro que entra no caixa menos o que sai é a minha liquidez, que é ter dinheiro no caixa para pagar as contas, sem utilizar cheque especial ou empréstimo.

– Agora estou entendendo! Então eu não posso dizer que o que sobra no caixa é lucro, né? – concluiu o garoto.

– Não pode. Para o cálculo do lucro é feita uma conta onde a venda, o custo e a despesa são contabilizados na data da transação, independente do recebimento ou pagamento. É por isso que eu não posso pegar o dinheiro a qualquer momento, sem verificar se tem alguma conta a ser paga posteriormente. Ele pode fazer falta depois… – a mãe parou a frase como se quisesse falar mais alguma coisa e ficou pensativa, meio aérea.

– O que foi, mãe? – estranhou o garoto.

– É isso! – falou a mãe inesperadamente.

– Isso o quê?

– Como eu não tinha pensado nisso antes! Filho, muito obrigada! – e deu um abraço no garoto, que ficou paralisado, sem ação. – Você trouxe a solução do meu problema!

– Eu?

– Sim. Ao ajudá-lo em seus primeiros conhecimentos de finanças eu me lembrei do que aprendi sobre educação financeira há muitos anos na faculdade e não estava aplicando no meu negócio.

– Puxa! Você acha que vai dar para continuar a vender bolos?

– Acredito que sim, filho. Se eu controlar melhor as finanças não vou mais perder dinheiro. Vou até fazer um fluxo de caixa para controlar o que entra e sai do caixa, assim poderei garantir que terei dinheiro suficiente na hora de pagar as contas. E sobre o preço dos bolos, há muito tempo que eu mantenho o mesmo, sendo que as despesas e os ingredientes já aumentaram várias vezes neste período. Se eu resolver esses problemas conseguirei sair do buraco!

– Bem que a minha professora disse que é preciso conhecer sobre finanças para conseguir cuidar bem do nosso dinheiro. – ressaltou o garoto satisfeito.

– Realmente. Mas essa educação financeira só trará os benefícios que sua professora falou se for colocada em prática. É por isso que a partir de agora vou por a mão na massa não só para fazer os bolos, mas para administrar bem as finanças.

Ambos sorriram e mergulharam em seus pensamentos.

A essa altura da conversa a chuva já tinha parado e um tímido arco-íris podia ser visto pela porta que estava entreaberta.

Ficou apenas o silêncio e a certeza de que suas vidas não seriam mais as mesmas depois daquela tarde.

 

 

Qual é a Margem dos seus Produtos?

História de um empresário que mudou sua forma de administrar ao descobrir como calcular a margem bruta.

Certo empresário estava com falta de dinheiro sistemática no seu caixa e decidiu fazer uma campanha interna para que os vendedores “arrepiassem” nas negociações com os clientes. Como as vendas eram comissionadas e haveria premiações (extras) para quem vendesse mais, a equipe ficou muito animada e aderiu à campanha de corpo e alma.

Foi um estouro de vendas! O empenho da equipe fez com que a empresa tivesse uma venda bruta muito maior que nos meses anteriores e o empresário, satisfeito com o resultado imediato, continuou com a campanha.

Passado um tempo ele percebeu que com a mesma velocidade que o dinheiro entrava na empresa, o buraco no caixa aumentava. Ficou intrigado! Vender era o seu negócio, se a empresa não conseguia se restabelecer vendendo mais, como, então, ganharia dinheiro?

Conversando com um amigo ele escutou a seguinte explicação: O importante não era só avaliar o valor das vendas brutas. A única forma de resolver o seu problema seria analisar as vendas das mercadorias por margem bruta unitária (preço – custo) e avaliar as informações do fluxo de caixa, para evitar as antecipações de recebíveis e empréstimos bancários.

Depois de começar a acompanhar diariamente as vendas e a movimentação financeira de sua empresa, ele descobriu que os produtos mais caros eram comprados semanalmente, pois não paravam no estoque, e eles não eram vantajosos para a empresa, pois o preço de venda era apenas um pouco maior que o seu custo. Já os produtos mais baratos e que estavam parados no estoque há muitos meses tinham uma margem bruta maior, mas ninguém vendia. Outro ponto levantado foi a grande diferença entre os prazos médios de pagamentos de fornecedores e o recebimento das vendas.

A mudança: premiação pela margem bruta

Após essa descoberta ele criou uma nova campanha em que os vendedores seriam premiados pela margem bruta de cada nota fiscal de venda emitida. Assim, eles teriam autonomia para dar desconto no preço se o cliente comprasse vários itens, desde que o percentual da margem bruta de toda a compra fosse superior ao mínimo estabelecido pela empresa. Se as vendas fossem à vista os vendedores teriam mais um bônus extra.

Os clientes ficaram muito satisfeitos com as “promoções” que lhes eram apresentadas e as vendas continuaram em alta, mas agora de maneira mais saudável economicamente (lucro) e financeiramente (caixa). Isso foi motivo de grande alegria, pois a empresa cresceu significativamente e todos foram beneficiados.

Esse foi o ponto de partida para salvar o seu negócio! Sua forma de administrar mudou e abriu portas para um novo mundo, pois descobriu que a informação correta unida a ações definidas após uma análise detalhada da situação é a chave que abre oportunidades e realiza sonhos.

O Fluxo de Caixa é a Base da Empresa de Sucesso

A falta de dinheiro para pagar as contas quase destruiu o sonho de Pedro, mas uma descoberta salvou o seu negócio.

Pedro tinha uma fábrica que produzia materiais de embalagens plásticas para grandes marcas. Seu início foi próspero, pois tinha crédito dos fornecedores de matéria-prima e bons clientes que pagavam em dia. Porém, de repente assustou-se ao ver que, inesperadamente, faltava dinheiro para pagar as contas no dia a dia.

A princípio considerou ser uma fase, mas acreditava que com o aumento de vendas tudo se normalizaria. Entretanto, quando olhava o saldo disponível de caixa, em certos momentos estava positivo, mas em outros ficava negativo, sendo que esta situação parecia cada vez mais preocupante. O que estaria acontecendo, perguntava Pedro a si mesmo?

Decidido a salvar a empresa, usou todos os seus recursos próprios (vendeu a casa da praia, o seu carro…), pressionou sua equipe a vender a qualquer preço, cortou funcionários, fez antecipações, pegou dinheiro emprestado, mas nada adiantou! Começou a ficar desesperado. Aquela fábrica fora seu grande investimento, dedicara a sua vida a este negócio, e agora via seu sonho se esvaindo aos poucos.

Pedro pensou em fechar as portas, mas amava seu negócio e era persistente. Ao perceber que seus métodos não estavam surtindo efeito, reconheceu que precisava de ajuda e procurou se informar mais.

A solução através do Fluxo de Caixa

Foi quando descobriu, em um curso de Fluxo de Caixa, que sua empresa pecava pela falta de controles. Se ele utilizasse um Fluxo de Caixa com plano de contas gerencial, previsto versus realizado e com conciliação bancária diária entenderia a causa do problema e teria condições de agir para reerguer seu empreendimento.

Ao começar a avaliar o Fluxo de Caixa ele compreendeu que quanto mais vendia a prazo, quanto mais investia em estoque de matéria prima, para acompanhar as vendas, e quanto mais aumentava os descontos, que visavam uma participação maior no mercado, maior era a necessidade de capital de giro, porque faltava dinheiro no caixa (liquidez). A consequência foi começar a “fabricar dinheiro” (empréstimo, antecipação e desmobilização) para pagar os compromissos assumidos.

A descoberta que fez no curso de Fluxo de Caixa foi o grande triunfo de sua história! Ele mudou toda a política de vendas e compras da empresa e passou a acompanhar, todos os dias, o que estava sendo vendido, a que preço, o volume das compras, o giro do estoque, os prazos médios de pagamentos e recebimentos, a inadimplência e o que estava sendo gasto em cada conta gerencial. Assim, conseguiu identificar as falhas e não só teve condições de tomar as melhores decisões para reerguer seu negócio, como passou a ter tranquilidade e a enorme satisfação de ver seu sonho realizado novamente.

Então Pedro percebeu que nenhuma empresa “quebra” de repente. A falta de informação e a sua avaliação podem ser inimigas silenciosas que só se pronunciam quando o negócio já está bastante comprometido.

Este é o único caminho para o crescimento sustentável da empresa.

 

 

Administração Financeira para o Empreendedor

Para ter sucesso, o empreendedor precisa acreditar em si, amar o que faz, ter disciplina, seriedade e dedicação.

Conheça os controles fundamentais para uma boa administração financeira e entenda melhor seu negócio.

Para ter sucesso como empreendedor é necessário muito mais que uma boa ideia, é preciso acreditar em você, amar o que faz, ter disciplina, seriedade e dedicação. É fundamental entender que não somos limitados pela concorrência ou mercado e, sim por não entender a origem dos erros cometidos. Mas existe uma coisa que é deixada de lado e que tem levado muita gente à lona, que é não controlar, medir e avaliar as atividades na administração financeira, não só para a tomada de decisões, mas também na prestação de contas.

Controles fundamentais na Administração Financeira:

 1.    Planejamento Orçamentário

Estabelecer quanto a empresa gostaria de lucrar. Para tanto, é necessário conhecer seu custo e suas despesas, estabelecer quais (produtos / mercadorias / serviços) dão mais Margem Bruta (Preço – Custo), estabelecer um Plano de Contas (Gerencial) para definir o quanto gastar por cada conta, saber calcular o Ponto de Equilíbrio (Lucro igual a zero), saber qual é o melhor sistema tributário (Lucro Real, Lucro Presumido, Simples) para pagar menos imposto.

O Planejamento é feito olhando para o passado, pois esse nós conhecemos, imaginando as possíveis mudanças futuras e implantando o processo de Análise por Diretrizes (objetivo + valor + tempo + método).

2.    Demonstrativo de Resultado

Essencial para a avaliação da administração financeira. Este indicador mostra se a operação no mês teve Lucro ou Prejuízo, avalia o perfil das entradas (valor à vista e a prazo), os descontos praticados nas vendas, o custo real (produtos/ mercadorias / serviços), percentualmente quanto cada conta participou no resultado da venda e qual foi a Margem de Contribuição (preço – despesa de venda – custo) por produtos / mercadorias / serviços ou a sua respectiva família.

3.    Fluxo de Caixa

O que ele apresenta não é o Lucro, mas a Liquidez, que é o registro e controle de quanto e quando o dinheiro entrou e saiu do caixa e as projeções futuras de entradas e saídas de dinheiro em um determinado período (diário, semanal, mensal) com a finalidade de saldar os compromissos assumidos, sem a necessidade de atrasar pagamentos a fornecedores, instituições financeiras ou fiscais, antecipar recebíveis ou recorrer a empréstimos de terceiros.

De forma resumida permite ver quanto está sendo gasto em cada atividade do negócio e quem são os clientes e fornecedores mais importantes. É o pulmão da administração financeira.

4.    Balanço Patrimonial

É um relatório que mostra todos os recursos que estão sendo movimentados pela empresa em um determinado momento. Este relatório é dividido em duas partes:

Ativo Passivo
Dinheiro Disponível Empréstimos
Banco Fornecedores a pagar
Contas a receber Impostos a pagar
Estoque Comissões a pagar
Imobilizado Salários a pagar
Capital Próprio

 

5.    Endividamento Geral

É necessário conhecer o endividamento de curto e longo prazo. O que acontece na maioria das empresas é que elas geram lucro, mas não é o suficiente para pagar as prestações da dívida, investimento e juros bancários e aí começa o círculo vicioso de fabricar dinheiro a qualquer custo sem medir muito as consequências futuras.

Os cinco controles acima devem ser conhecidos por todos os empresários e são a base da administração financeira de qualquer negócio.

Porque as Empresas Passam por Dificuldades

Entender a origem dos erros cometidos é primordial para o empreendedor resolver os problemas do seu negócio.

Muitos empreendedores ficam tentando buscar algumas respostas (pulo do gato) para ter um negócio bem-sucedido. Os problemas de gestão, na sua grande maioria, são os mesmos e por vezes parecem intransponíveis. É necessário compreender que não somos limitados pela concorrência ou mercado e sim por não entendermos a origem dos erros cometidos.

A raiz da gestão é que na escola ensinam a repetir fórmulas e as informações transmitidas têm como foco o passado, quando elas deveriam ajudar as pessoas a descobrir o que elas têm prazer de fazer, o que querem de verdade. Na falta desta situação a única alternativa que sobra para as pessoas é ficarem sujeitas àquela antiga forma de aprender por tentativa de erro e acerto, no entanto, tudo que as pessoas precisam é buscar uma nova forma de pensar, agir, medir, avaliar e padronizar.

Algumas dicas para ter um negócio bem sucedido:

  • Procure saber quem realmente você é, onde está atualmente, onde pretende chegar e em que espaço de tempo;
  • Conheça as regras antes de entrar no jogo;
  • Levante os pontos fortes e fracos de seus concorrentes;
  • Não abra um negócio sem montar um plano de negócios para avaliar com detalhes a viabilidade da sua ideia;
  • Defina qual é o negócio da empresa e compartilhe como todos da equipe;
  • O principal objetivo de uma empresa é saber escutar e servir as pessoas na busca de uma solução adequada para um (a) necessidade, desejo ou problema;
  • Esteja preparado para correr riscos e, se for necessário, tentar um novo caminho;
  • Estabeleça diretrizes (objetivo + valor + tempo + método);
  • Busque fazer as coisas de maneira simples e efetiva, tenha foco;
  • A decisão da solução mais adequada tem como premissas: levantamento das informações, análise da situação atual, avaliação das alternativas, medir o resultado e implantação da ação;
  • Leia, estude, pois aprender com os erros dos outros é a forma mais rápida de êxito;

Aprenda a perguntar

  • Por quê
  • O quê
  • Como
  • Quem
  • Quando
  • Quanto
  • Onde
  • A diferenciação é que move uma empresa, então procure proporcionar experiências emocionais aos clientes;
  • Saiba negociar com funcionários, fornecedores e clientes;
  • Treinamento de equipe é fundamental, portanto, desenvolva um sistema de premiação através de pontuação para alguns quesitos de desempenho;
  • É imprescindível conhecer os números do negócio para a tomada de decisões;
  • Não comece a gastar dinheiro sem saber como vai ganhá-lo;
  • Tudo que não é medido não é gerenciado;
  • Tenha um rígido acompanhamento do Fluxo de Caixa, que é considerado o pulmão da empresa, enquanto que o capital de giro é o oxigênio;
  • Mesmo tendo lucro, as empresas quebram por falta de dinheiro no caixa (liquidez);
  • Tenha critério para definir os preços;
  • Analise produtos, serviços e mercadorias por margem de contribuição.

Os Pecados Capitais na Gestão de Negócios

Conheça as prováveis causas de uma empresa não conseguir honrar seus compromissos financeiros.

É fundamental identificar os erros na gestão de negócios e saber o que fazer para evitá-los ou consertar o seu estrago!

Se a empresa não consegue honrar os pagamentos dos seus custos / despesas na data de vencimento, atrasa pagamentos a fornecedores, instituições financeiras ou fisco, faz aporte de capital, vende parte do imobilizado, antecipa cheques, cartões de crédito e duplicatas, recorre a empréstimos de terceiros ou utiliza cheque especial, é fundamental saber onde está, onde quer chegar e de que forma.

Possíveis causas dos problemas na gestão de negócios:

  • A operação teve inicio sem um plano de negócios;
  • Operação não gera lucro;
  • Falta um planejamento, controle e análise financeira;
  • Não conhece os custos e despesas;
  • Despesas administrativas / financeiras elevadas;
  • Dificuldades para estabelecer o preço de venda;
  • Não sabe calcular o capital de giro necessário;
  • Não mensura resultados;
  • Inadimplência alta;
  • Não dispõe de um plano de contas gerencial (não tributário) que identifique e agrupe as principais contas da empresa para registrar as entradas e saídas de dinheiro com precisão;
  • Imagina que é difícil (ou impossível) elaborar um fluxo de caixa;
  • Acredita que o saldo do caixa no final do mês é o lucro da empresa;
  • Não é feito um planejamento (orçamentário e de fluxo de caixa);
  • Não conhece o ponto de equilíbrio (competência e caixa);
  • Não é feita uma reserva de capital para despesas eventuais;
  • Não acompanha sistematicamente a relação lucro x caixa;
  • O custo da mercadoria vendida, custo do produto ou custo do serviço não é calculado corretamente;
  • Investimento inadequado, aumentando o nível de endividamento;
  • Compras incompatíveis com as vendas, imobilizando recursos no estoque;
  • Não faz inventários periódicos para valorizar o estoque;
  • O giro de estoque não é avaliado;
  • Não é feita uma projeção de vendas por margem de contribuição;
  • Aumento no prazo de vendas para aumentar participação no mercado;
  • Diminuição das vendas, por concorrência ou sazonalidade;
  • Diferença nos prazos médios de pagamentos e recebimentos;
  • Diferencial é só preço;
  • Trata todos os clientes da mesma forma, falta uma política de fidelização;
  • Mistura das contas da empresa com as contas particulares, inclusive com cartões de crédito pessoal e transferência de contas (pessoa física / pessoa jurídica);
  • Faz retirada avulsa do caixa da empresa durante o mês, de acordo com sua necessidade particular;
  • Distribuição de lucros em valores incompatíveis com a geração do caixa;
  • Baixa ocupação do ativo fixo;
  • Falta uma boa infraestrutura de informação;
  • Falta uma equipe que pense, execute, resolva e tenha iniciativa;
  • Falta de comunicação entre a direção e a equipe;
  • Falta foco, não se estabelece diretrizes;
  • O cenário da economia não é avaliado constantemente;
  • Desconhecimento dos aspectos fiscais e tributários;
  • Repetição dos erros, não procura descobrir a origem;
  • Improvisa muito, planeja pouco;
  • Excessiva dependência de pessoas-chave;
  • Utilização de truques, macetes e artimanhas.

 

Planejamento de Vida x Realidade da Empresa

Muitas vezes os problemas nos consomem e esquecemos do que realmente é importante.

A preocupação com as questões que surgem em nosso caminho muitas vezes nos consomem, impedindo-nos de fazer um planejamento adequado, conforme a análise do todo, e desviando o foco do que realmente é importante.

Somos consumidos pelos problemas da empresa e esquecemos do nosso sonho.
Somos consumidos pelos clientes e esquecemos da nossa equipe.
Somos consumidos pelo trabalho e esquecemos da nossa vida.

Você gosta do seu trabalho? Se a resposta for negativa repense a sua vida profissional, você está perdendo a coisa mais importante da sua vida – o tempo. Se a sua resposta for afirmativa, mas você acha que trabalha demais, tenha uma válvula de escape: busque melhorar a sua qualidade de vida, priorize a si próprio, procure descobrir o que você gostaria de fazer com a família, amigos ou até sozinho na busca do equilíbrio entre a mente, corpo e espírito.

A realidade do dia a dia dos negócios impõe obstáculos que por vezes parecem intransponíveis. Comece avaliando se você não está assumindo responsabilidades de outros. Em muitas ocasiões é necessário dizer não de maneira educada e firme e procurar descobrir o que você quer de verdade.

Talvez a sua família esteja vivendo um padrão de vida que a empresa não consiga suportar. É necessário entender que o caixa da empresa não pode ser confundido com a conta corrente da família.

Priorize as necessidades familiares, liste as despesas, negocie (cheque e cartão), corte o máximo possível dos gastos e suspenda temporariamente novos investimentos.

Faça um planejamento e estabeleça uma forma de resolução de problemas

Pensar

  • Analisar as informações, fatos
  • Entender o problema
  • Estabelecer uma(s) diretriz(es)

Agir

  • Executar um Plano de Ação para atingir a(s) diretriz(es)

Medir

  • Avaliar o resultado financeiro alcançado conforme o planejamento que foi feito (meta) e o tempo gasto. Caso dê errado, volte para o pensar; caso contrário, vá para a próxima etapa.

Padronizar

  • Registrar as rotinas da solução obtida, treinar as pessoas e dar continuidade a este ciclo sempre (melhoramento contínuo).

Use seu Sonho para Ser um Empreendedor Melhor

Empreendedor é quem acredita em suas ideias, aplica sua identidade no negócio e diferencia-se dos demais.

Sr. Jorge F. é dono de uma indústria de produtos de limpeza no interior de São Paulo. Assim como milhares de empresários brasileiros, estava ocupado demais tentando chegar “vivo” no próximo mês. Mas ele não entendia porque diariamente descontava duplicatas e antecipava cheques para pagar as contas, apesar de as vendas crescerem continuamente. Sensibilizado, um amigo em comum me chamou para dar uma ajuda a esse empresário.

De imediato fiz três perguntas. A primeira foi: “Seu Jorge, qual é o seu sonho?” Ele ficou surpreso. Jamais esperaria uma pergunta desse tipo em uma reunião sobre finanças. Afinal, eu estava ali para “resolver” seu problema de Fluxo de Caixa, não para divagar sobre assuntos existenciais. Mas, como ele não conseguia responder, esclareci: “Sei que está se sentindo desconfortável diante de uma pergunta aparentemente tão fora de contexto. Mas acredite: a resposta pode ajudá-lo a encontrar a solução do seu problema”.

Fiz essa pergunta por um simples motivo. Sonho é mais que um mero pensamento, é o que nos proporciona uma visão, um motivo que transformamos em razão e que nos impulsiona a desenvolver ações concretas para realizar algo. Quantas vezes ouvimos de nossos pais, professores e amigos a pergunta “qual é o seu sonho?”. Por outro lado, desaprendemos a ser empreendedores quando nos perguntam “o que você vai ser quando crescer?”. A verdade é que a sociedade não nos ensina a buscar por oportunidades. Ela inibe as pessoas que ficam com medo de inovar, assumir riscos e serem criativas.

Aí fiz a segunda pergunta: “Seu Jorge, o que você mais gosta de fazer na sua empresa?”. Nesse momento ele parou e me disse: “Conversar com clientes e vender, mas na situação atual eu gasto todo meu tempo tentando fabricar dinheiro para pagar as contas do dia”.

Infelizmente, a escola não ajuda a descobrir o dom de uma pessoa. Descobri-lo e usá-lo é fundamental, pois você vai se concentrar no que sabe fazer e, em pouco tempo, fará coisas incomuns.

Na escola, somos ensinados a repetir fórmulas, e as informações são voltadas para o passado. Elas deveriam ajudar as pessoas a desenvolver suas experiências próprias, analisar, avaliar e resolver problemas e desenvolver seu próprio jeito de produzir algo positivo.

É fundamental lembrar sempre que as empresas são idealizadas, criadas e administradas por pessoas para atender pessoas. Para sobreviver, uma empresa precisa encontrar quem se identifique com a sua cultura, tenha ambições e atitudes para resolver problemas, queira colaborar e tenha paixão em servir.

A última pergunta que fiz foi: “Seu Jorge, qual é o seu negócio?”

Esta resposta estava na ponta da sua língua: “Vender produtos de limpeza”. Respondi que, na verdade, aquele não era o seu negócio, mas sim o ramo de atividade. “As empresas costumam dedicar tão pouco tempo a essa importante questão, que talvez essa seja a mais importante causa do fracasso dos negócios”, já dizia Peter Drucker, considerado o pai da administração moderna.

O principal objetivo de uma empresa é saber escutar e servir as pessoas, para buscar uma solução para suas necessidades, anseios ou desejos. Ou seja, é preciso descobrir o que sua empresa proporciona aos clientes, que justifique o que eles pagam pelo produto ou serviço. O sucesso financeiro não depende de quanto sua empresa ganha, mas de como fazer o melhor para atrair quem valoriza a sua empresa, para fidelizá-lo à sua marca.

No fundo, empreendedor não é aquele que cria uma empresa para ganhar dinheiro. Empreendedor de verdade é aquele que acredita em suas ideias, aplica sua identidade no negócio e diferencia-se dos demais porque acredita que suas ações podem produzir algo de bom para outras pessoas.

Como não aprendemos empreendedorismo na escola, ficamos sujeitos àquela antiga forma de aprender: por tentativa e erro. No entanto, nenhuma aprendizagem ocorre sem uma profunda reflexão.

O Sr. Jorge finalmente entendeu que, na vida profissional, as coisas nem sempre caminham tranquilamente. A partir desse momento ele começou a agir com atitude e determinação, assumindo a responsabilidade pelas decisões e focando nas oportunidades de vendas, em vez de fabricar dinheiro. O que ele percebeu, e que muitos empresários nem sempre compreendem, é que a raiz da questão é que não somos limitados pelo mercado e sim pela falta de imaginação.

A Importância do Fluxo de Caixa

Falta dinheiro para pagar as contas? Veja a importância do Fluxo de Caixa para ajudar a acabar com a falta de liquidez.

Se você está tentando entender porque falta dinheiro para pagar as contas da empresa no final do mês ou existe uma captação sistemática de recursos através de empréstimos, descontos de recebíveis, uso de cheque especial, atraso de pagamentos ou outros, a principal causa é que não fomos educados em casa e na escola para entender o quanto precisamos ganhar, quando, e com o que devemos gastar e quando. Entretanto é preciso começar a aprender e reconhecer a importância do Fluxo de Caixa para a sobrevivência do negócio.

É normal o empresário ficar preocupado com as vendas e não avaliar os prazos médios de recebimentos e pagamentos, não controlar as despesas fixas e a margem bruta (preço – custo) do produto, serviço ou mercadoria comercializada. Na maioria dos casos, o seu dinheiro está em contas a receber ou estoque e não no saldo disponível (caixa e banco). Sendo assim, torna-se necessário utilizar controles financeiros que permitam saber quanto de dinheiro em espécie existe na empresa.

O Fluxo de Caixa é uma ferramenta que facilita este trabalho, independente do ramo de atividade, porte ou setor de atuação e é considerado o “pulmão da empresa”. O que ele apresenta não é o lucro, mas o registro e controle de quanto e quando o dinheiro entrou e saiu do caixa em um determinado período de tempo (diário, semanal, mensal), com a finalidade de manter no saldo disponível um nível de dinheiro (liquidez) que permita saldar os compromissos assumidos, sem a necessidade de atrasar pagamentos a fornecedores, instituições financeiras ou fisco, fazer aporte de capital, vender parte do imobilizado, antecipar cheques, cartões de crédito e duplicatas, recorrer a empréstimos de terceiros ou utilizar cheque especial, pois os juros praticados atualmente são muito altos.

Funcionalidades que ressaltam a importância do Fluxo de Caixa:

  • Planejar e controlar as entradas e saídas de caixa num período de tempo preestabelecido;
  • Controlar os gastos por cada tipo de conta gerencial;
  • Conciliar os bancos;
  • Manter o saldo disponível atualizado;
  • Planejar a reposição do estoque em função dos prazos de pagamentos e da disponibilidade de caixa;
  • Planejar compras à vista para obter desconto;
  • Planejar melhores políticas nos prazos de pagamentos e recebimentos;
  • Lançar as entradas e saídas futuras;
  • Visualizar o saldo de caixa no futuro;
  • Auxiliar na tomada de decisões antecipadas sobre a falta ou sobra de dinheiro;
  • Projetar a capacidade de pagamentos futuros antes de assumir novos compromissos;
  • Analisar a necessidade de capital de giro.

Como começar a elaborar o Fluxo de Caixa:

  • Um Fluxo de Caixa sem previsões tem pouca utilidade. O ideal é poder comparar o real x previsto, avaliar as causas das variações e direcionar as ações necessárias;
  • Organize os dados da empresa, para que possam ser gerenciados de forma correta;
  • Estabeleça uma projeção de vendas mês a mês, tomando como base as vendas mensais nos últimos 12 meses, avalie o cenário econômico e as metas traçadas para o ano;
  • Na projeção de custos e despesas, considere a inflação para o período;
  • Considere novos fatores que podem influenciar no caixa como quantidade de clientes, investimentos, necessidades de crédito, contratações, ou mudanças no cenário econômico;
  • Faça previsões para os pagamentos de férias e 13º salário;
  • Conheça as despesas fixas e variáveis;
  • Não trabalhe com períodos longos de Fluxo de Caixa (comece com três meses);
  • Registre e tenha um documento comprobatório de todo e qualquer movimento financeiro ocorrido. Seja sistemático!
  • Evite pagamentos em dinheiro, a tendência é não controlar o histórico;
  • Evite pagamentos de contas da empresa com cheques do(s) sócio(s);
  • Não confunda pessoa física com jurídica;
  • O controle do fluxo de caixa deve ser diário;
  • Na primeira hora de trabalho, faça a conciliação bancária para lançar as tarifas e encargos (nas saídas) e comparar os lançamentos feitos pelo banco x controle financeiro da empresa. Somente desta forma o seu saldo disponível se manterá sempre atualizado;
  • O saldo disponível da empresa não vai bater com o extrato bancário, porque existe um intervalo de tempo entre a emissão/recebimento do cheque e a operação bancária;
  • Atenção aos extratos bancários para não contabilizar como dinheiro no caixa: cheques devolvidos, pagamentos feitos com cheques e que ainda não foram depositados ou depósito/cobrança vinculada;
  • Revise e atualize continuamente os valores de entradas e saídas;
  • Tenha atenção com a sazonalidade das vendas;
  • Conheça a origem dos recebimentos;
  • Controle o destino dos pagamentos;
  • Tenha sempre uma reserva de caixa para eventuais gastos que não estavam previstos;
  • Controle os pagamentos de grandes valores (estoque), para evitar problemas de insuficiência de caixa;
  • Avalie seu capital de giro quando o fluxo de caixa ficar negativo por um longo tempo;
  • Lembre que o saldo final de caixa não é lucro.

Os 7 Maiores Erros na Gestão Empresarial

Devemos evitar erros na gestão empresarial para aproveitar melhor os recursos e o tempo investido.

Se administrar é fazer escolhas, devemos buscar acertar sempre, caso contrário os recursos e tempo investidos serão desperdiçados.

  1. Vença o medo

    Medo nada mais é do que a ausência do conhecimento e a falta de experiência sobre algo. Avalie quais são os seus talentos, aptidões e competências para administrar um negócio. Enfrente as situações que causam frio na barriga, experimente os limites da sua capacidade, procure enxergar oportunidades onde muitos só veem ameaças e, principalmente, tenha clareza sobre o que fazem.

  2. Tenha um horizonte

    Elabore um plano de negócios, que nada mais é do que colocar no papel uma simulação de como a empresa funcionará, através de: viabilidade de mercado, análise da concorrência, avaliação do diferencial competitivo, elaboração de um planejamento operacional, financeiro, tributário e fiscal.

  3. Volte-se para o cliente

    A verdade é que na maioria das vezes o cliente acaba sendo esquecido em boa parte das decisões tomadas pelas empresas.

    É fundamental entender que eles não compram produtos e/ou serviços, mas um pacote de conveniências que lhe proporcione uma maior percepção de valor (algo que ultrapasse o fator preço) como: entender a necessidade, desejo ou desconforto, oferecer uma solução adequada, fazer de forma simples e cumprir o prometido.

    O ato da compra tem pouco a ver com o lado racional e tudo a ver com o lado emocional. Pode parecer difícil de compreender, mas ao comprar algo não estamos em busca exatamente de um produto ou serviço. Algumas vezes, buscamos uma solução para os nossos problemas, porém na maioria das vezes queremos mudar nosso estado emocional: de desânimo para ânimo, de tristeza para alegria.

  4. Gaste menos do que se ganha

    Muitas pessoas sentem certa rejeição diante dos termos do mundo das finanças como Planejamento Orçamentário, Fluxo de Caixa, Ponto de Equilíbrio, Demonstrativo de Resultado e Balanço Patrimonial.

    Números são meros reflexos das decisões que se toma. A gestão de negócio não pode acontecer ao sabor das circunstâncias. Saiba a diferença entre receita, custo e despesa e como estabelecer lucro, liquidez e rentabilidade.

    Todo problema financeiro é consequência de um problema operacional. Cuidado com excesso de controles para não perder a agilidade.

  5. O Lucro pode estar no estoque

    A maior parte das saídas de dinheiro de uma empresa está no setor de compras. Quando as compras são erradas, excessivas e mal planejadas aumenta a necessidade de capital de giro e compromete a saúde financeira. É muito comum uma empresa não ter o exato conhecimento da variedade de itens, da quantidade estocada e do capital investido. Para tanto, alguns controles são fundamentais:

    • Custo da Mercadoria, Produto ou Serviço vendido;
    • Margem de Contribuição unitária;
    • Giro de Estoque;
    • Estoque mínimo;
    • Pedido de compra;
    • Estoque Segurança.
  6. Atraia as pessoas certas

    As empresas buscam efetividade e flexibilidade para se adaptar às novas diretrizes do mercado, enquanto os funcionários almejam a segurança do seu emprego e a remuneração. Precisamos ajudar as pessoas a descobrirem seus talentos, com isso desenvolverão confiança, estima e terão a chave para a autorrealização, pois vão perceber que podem crescer e aprender com a empresa. É fundamental dar treinamento para desenvolver, na equipe, a capacidade de aprender fazendo, disponibilizar procedimentos para não executarem as tarefas de acordo com o seu julgamento pessoal, estabelecer indicadores representativos para avaliar sua performance, criar um programa de participação nos resultados e estimular o trabalho em equipe.

  7. Monitore de perto a informação

    Antes de comprar um sistema de gestão é necessário mapear todo o processo do negócio para dimensionar o mais adequado (cuidado que o barato sai caro).

    Todas as informações têm algum tipo de significado, servem para que se faça um acompanhamento em tempo real e para desenvolver indicadores que informem situações críticas com antecedência.